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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
75% dos eleitores não assistem ao Horário Eleitoral
Desde terça-feira passada, dia 21 de agosto, começou a ser transmitido o Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral nas rádios e canais de televisão abertos do Brasil. A programação segue no ar diariamente dividida em dois blocos de 30 minutos de duração cada. Na rádio, pode-se ouvir a propaganda eleitoral às 7h e às 12h. Já na televisão, os horário são 13h e 20h:30min. Segundas, quartas e sextas são exibidas as propagandas dos candidatos a prefeito e vice-prefeito. Terça, quinta e sábado são exibidas as propagandas dos candidatos a vereadores. O tempo varia de acordo com a representatividade da legenda ou do partido do candidato.
O Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral é muito importante para que a população possa conhecer melhor o perfil e as propostas de governo de cada candidato. Saber mais sobre sua história na política, seu partido e as propostas de cada um se forem eleitos é fundamental na hora de escolher o melhor candidato para votar. O voto de cada cidadão deve ser responsável e consciente, já que ele ajudará a eleger os políticos que governarão setores importantes da cidade em que você vive. Nestas eleições, os votos serão apenas para prefeito e vereador de cada município.
Entretanto, o que era para ser um tempo dedicado para que o eleitor conhecesse um pouco mais sobre os candidatos, acabou virando um símbolo de perda de tempo e enganação. A cada eleição, o eleitor se depara com propagandas políticas onde os candidatos apresentam uma série de promessas que nunca chegam a ser cumpridas. Por conta disso, o horário eleitoral vem perdendo credibilidade junto à população, que prefere mudar de canal ou fazer outra atividade, ao invés de assistir meia-hora de propaganda política.
Para saber um pouco mais sobre este assunto, perguntamos em nossa última enquete:
Você assiste ao horário eleitoral gratuito?
Sim. Gosto de conhecer o perfil e as propostas dos candidatos e até me divirto com alguns. : 264 (24,86%)
Não. Normalmente as companhas eleitorais não passam de promessas que nunca serão cumpridas. : 798 (75,14%)
Foram 1062 votos ao total. Com 75%, em primeiro lugar ficou a opção “Não. Normalmente as companhas eleitorais não passam de promessas que nunca serão cumpridas”, o que comprova a falta de credibilidade do eleitor na propaganda política. Já em segundo lugar, com apenas 24% dos votos, ficou a alternativa “Sim. Gosto de conhecer o perfil e as propostas dos candidatos e até me divirto com alguns”, mostrando que uma minoria de pessoas ainda mantém o hábito de assistir a essa programação durante o período de campanhas.
O fato é que alguns eleitores assistem com seriedade e atenção para tentar avaliar os candidatos e escolher o melhor deles para dar o seu voto; já outros assistem apenas por falta de opção ou por diversão, já que alguns candidatos se apresentam nas propagandas de forma bizarra e inacreditável, beirando o grotesco. A grande diferença de votos mostra que, embora fosse uma importante ferramenta política, o horário eleitoral não tem muita adesão dos eleitores, o que a faz perder importância e sentido. Isso é o próprio reflexo da falta de credibilidade que os políticos têm hoje em dia, devido aos maus profissionais envolvidos em esquemas fraudulentos e outros tipos de golpes. Infelizmente, toda a classe paga por isso, inclusive os candidatos que realmente têm mostrado serviço e feito a diferença em suas regiões de atuação.
Em nossa próxima enquete queremos saber: Quais dispositivos ou sistemas de armazenamento você guarda suas fotos, músicas, documentos e arquivos em geral?
Acesse o site da TeleListas.net e participe!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Manifestações populares via mídias sociais podem ficar mais frequentes.

Desde 25 de janeiro, o Egito vem
vivendo dias conturbados. A população local tomou as ruas em uma onda de
manifestações civis para derrubar Hosni Mubarak, ditador que governou o país
por 30 anos.
Dias depois do início da mobilização, o Governo desconectou todo o país da rede mundial de internet. A decisão foi tomada com o objetivo de censurar o conteúdo online e impedir que a oposição organizasse os protesto – o que acontecia principalmente através do Facebook, do Twitter, do YouTube e até do Google Docs. Sua concretização não teve muita dificuldade, já que o Egito possui apenas 6 provedores internacionais, num total de 3.500 redes, bastando apenas alguns telefonemas e um pedido oficial do Governo para que isso acontecesse.
Após toda essa confusão, não poderíamos deixar de
perguntar em nossa última enquete:
“O bloqueio da internet no Egito tem causado grande
repercussão mundial. Qual sua opinião sobre o uso de mídias sociais para
manifestações populares ?”
- 404 (39,69%) É uma
tendência. A internet une pessoas com o mesmo ideal e dá visibilidade a
questões importantes.- 314 (30,84%) Acho duvidoso. Isso pode ser usado tanto para o bem, quanto para disseminar preconceito, racismo etc.
- 181 (17,78%) Pode funcionar se houver uma organização eficiente, pois a internet segmenta muito os grupos.
- 119 (11,69%) As pessoas costumam falar muito e não
fazer nada, e na internet não é diferente.
Com um total de 1018 votos, mais de 70% dos participantes assumem o poder que a
internet e as redes sociais possuem em unir pessoas. Ainda assim, 30,84% delas
vêem a rede como uma ferramenta dúbia, já que ela pode ser usada tanto para o
bem, como para causas discriminatórias, ilegais e outras, em geral,
condenáveis. Já o restante dos votantes, que somam quase 30%, duvida da eficiência
do uso da internet com esse objetivo, seja pelo fato de a organização online
ser prejudicada pela segmentação dos grupos, ou pela própria postura das
pessoas, que costumam falar muito na internet, mas não fazem nada na “vida
real”.
Caio Túlia Costa, jornalista e
especialista em novas mídias, mostrou um discurso alinhado à parcela dos 70%,
quando afirmou, durante o Social Media Week São Paulo 2011 (evento que ocorreu semana passada, onde profissionais puderam discutir sobre o presente e o futuro das mídias sociais), que “A causa pode juntar
as pessoas fisicamente e virtualmente”.
Apesar disso, há ainda outra parte dos especialistas que questionam até
que ponto vai esse poder atribuído a internet. Ao afirmar que “Hashtags* não
derrubam governos”, eles põem em xeque o ideal democrático que a maioria
confere à rede. Usando exemplos de países como China, Irã e Síria, mostram que
um governo autoritário não precisa bloquear a internet para exercer censura
sobre ela. Quando em 2009, a Google foi forçada a filtrar os resultados de
busca na China, o Governo encontrou na autocensura a saída que precisava para
impedir o acesso ao conteúdo que não era de seu interesse, sem que sofresse
grandes pressões sociais e políticas.
Talvez por isso a decisão do bloqueio no Egito tenha se
mostrado ineficiente e não impediu que cerca de 2 milhões de pessoas se
reunissem na Praça Tahrir, no dia 1º de fevereiro, para exigir a saída de
Mubarak. O episódio já conhecido como “Marcha de um Milhão” pressionou o
Governo e conseguiu fazer com que, no dia 11 de fevereiro, Hosni Mubarak
renunciasse ao cargo de presidente, que foi assumido pelo recém-nomeado
vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, responsável pelo anúncio oficial da
notícia. Ainda falando sobre redes sociais, na nova enquete queremos saber: Você se considera viciado nos jogos dessas redes, como Colheita Feliz, FarmVille, Mafia Wars etc? Vote aqui!
* Hashtag é o símbolo - # - seguido por uma palavra ou
expressão, que pode ser utilizada para transmitir uma mensagem a um grupo
específico de pessoas.
[Fontes: Wikipedia; G1; Tiago Dória; Blog Midia; G1]
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